quinta-feira, maio 31, 2007
terça-feira, maio 29, 2007
Zoom IN#1
Perspectivas
24 anos. Johann Ryno De Wet. África do Sul- Johannesburgo. E estas fotos têm qualquer coisa. E quando têm é bom sinal. Para ver, com olhos de ver!



(Wim Doedel, Companhia Doedel, Holanda- Festival Internacional de Teatro de Rua, Santa Maria da Feira)
sexta-feira, maio 25, 2007
terça-feira, maio 22, 2007
janela...
Quando era pequena subia aqui para me esgueirar aos lá de baixo; e depois dizer que era mais alta que eles: os primos - mais velhos por sinal.
Desta vez subi aqui e quis ser pequena. Sou-o; e ainda bem! Senti os cheiros das criancices. Olhei o tio Zé de longe. E como sempre, sem que ninguém me visse, revirei o milheiral do avesso, mas desta sorte só com os meus olhos.

segunda-feira, maio 21, 2007
domingo, maio 20, 2007
quarta-feira, maio 16, 2007

A velha rodopia baixinho.
Esfiapa os cabelos como novelos enrodilhados;
Desfia o xaile vermelho, já cansado dos Invernos. E bate na boca três vezes para expiar um pecado.
[E o sol lá fora que não aquece o pátio? E as colheres que caem na pedra fria? O panelão de ferro negro das fagulhas fumadas?]
Deixa o avô entrar com mãos ásperas. Arrasta os pés para dizer que chegou. Resmungar com a porta ferrugenta que mal consegue empurrar.
[Enquanto o sol se esconde no celeiro. E as colheres jazem no chão duro. E a água borbulha no amigo das centelhas].
A lenha comeu o tempo do almoço. As contas do rosário soltaram-se. Algumas estão na língua do velho labrador patudo! E já o avô beijou a avó. Nas mãos enrugadas que contam um terço imaginário!
[por vnrodrigues]
terça-feira, maio 15, 2007
detritos...
segunda-feira, maio 14, 2007

Quero um pedaço da chuva para chapinar:
e depois escorrer sem rumo pela calçada desgastada;
Um sussurro do vento para lhe suspirar:
e depois contar que ele guarde segredo;
Um raio do sol como um sorriso:
para me aquecer e esconder os olhos –
e de mansinho deixar que ele pinte de luz os poros do meu corpo;
Um trovão exaltado para o acalmar:
e dizer que sem ele não existiria medo –
[e logo logo lhe confessar que as crianças sabidas já contam os seus passos];
A neve esponjosa que me gele os dedos:
e depois lhe dizer que o friozinho é muito bom
[picadinhas apressadas, como agulhas rasantes] -
e que as mesmas crianças a julgam plasticina branca que moldam como barro;
Uma rajada atrevida que me levante a saia;
Uma chuvada torrencial que me molhe o rosto –
as mãos, o barro, a neve, o vento, os poros, os sorrisos, as calçadas; os arrepios, os medos… Um temporal apressado que se julgue desnecessário:
para lhe dizer que não poderia ter vindo em hora melhor.
domingo, maio 13, 2007
sábado, maio 12, 2007
quinta-feira, maio 10, 2007
sábado, maio 05, 2007
Há retratos colossais nos sorrisos escondidos;
Meninas cansadas do beijo tardio;
Malícias, senhoras; caras mudadas;
Corpos despidos; música suspensa!
Violinos rasgados; inquietos de memória!
E ao dependuro levam os reflexos para outras terras;
São de lá!
Meninas que jogam a pataca no chão e tropeçam na macaca;
Caixas vazias – amarfanhadas dos pontapés dos rapazes de beijos apressados;
São desonras, senhoras!
Pecados superficiais!
São carinhos fugidios de meias pequenas;
Ou cansadas demoras dos sorrisos escondidos;
Das malícias das senhoras de corpos vestidos;
De músicas que rodopiam naquelas montras quietas;
Que respiram! Pecados superficiais,
Despedaçados de retratos colossais, sem demora!
sexta-feira, maio 04, 2007
ex.pectativas looping [experimental]
música:"all i need" by air, moon safari, 1998
terça-feira, maio 01, 2007
prazo expirado!

Numa segunda rodada, três anos depois, já muita coisa tinha mudado. De novo, o "1984" estava na minha mesinha-de-cabeceira. Juntava-se ao "Admirável Mundo Novo" de Aldous Huxley; ao "Fahrenheit 451" de Ray Bradbury e ao "Fédon" de Platão! Incrível...como a História os separa no tempo, e os une numa tão visionária informação!
Aí, percebi que o "Grande Irmão" de George Orwell, "os in vitro" de Huxley, os livros "queimados" de Fahrenheit e as "sombras" platónicas [há mais que não cabem aqui] colocavam o dedo numa ferida bem aberta, escarafunchada, crónica, sem controlo e com metáforas subliminares que nos custava interpretar... Não me arrepio. Já o sabia! Tombavam todos em realidades que sempre existiram e que, a par da tecnologia e da esquizofrenia da informação (o que comunicámos, afinal?), atingem níveis de privacidade zero...E que mais? Não reli George Orwell, entretanto. Nem os outros. Não preciso, já. Os livros deles estão ultrapassados! Eu explico: não passam de eufemismos do que acontece e do que ainda está para vir. [Ali, na ingenuidade, ainda teríamos tempo]. Já não servem de alerta, porque já o foram!Caíram no próprio enredo: são memória esquecida! Melhor: os factos não são factos (tem a certeza que são?); a História é alterável!A verdade é relativa, sempre!Cada vez mais!
Hoje os visionários escondem-se no prazo fora de validade da informação... e na ansiedade do acontecer, antes de ser!Porque eu sou tão real do que já fui; do que já foi; e do que não será amanhã, porque antes do prazo expirar já o era!
