terça-feira, março 27, 2007
segunda-feira, março 26, 2007
Requiem por nós
domingo, março 25, 2007
[os nossos?] vícios estranhos, ainda, esta noite
[...] Somos todos estranhos nas nossas manias. Esquisitos aos outros no caos da desordem. E adormecemos depois da insónia. Depois das doenças que não tivemos, mas gostaríamos! Depois de todos os cães terem sido expulsos. E das nossas manias deixarem de ser estranhas; agora homogéneas. Depois dos cegos perderem a lucidez das casas em chamas.
sexta-feira, março 23, 2007
(Não) Penso, logo...
Lógica(s)
(Premissa menor) A educação anda em crise há demasiado tempo. E Filosofia é educação.
(Conclusão livre) Somos educados pelas lacunas da crise e pelas falácias das contradições…
[A Sociedade Portuguesa de Filosofia tem uma petição para contradizer a decisão ministerial].
quinta-feira, março 22, 2007
por hoje...Caia num "dragão mágico"
quarta-feira, março 21, 2007
(Rio de Janeiro)
segunda-feira, março 19, 2007
que não se vê!
Fala baixinho, a suspirar, o que não se sente;

Vê, por trás das sombras, o que não se vê;
Respira, em folhas mansas, o ar que não se cheira;

imagina que toca, que amassa,
engole, sussurra,
fala, sente, diz, cheira,
respira...
o silêncio que se ouve!]

quinta-feira, março 15, 2007
quinta-feira, março 08, 2007
Hipnose...
quarta-feira, março 07, 2007
terça-feira, março 06, 2007
Reino Encantado



Há Reino Encantado a meia hora de Lisboa. Lá, onde o Palácio da Pena está sempre casado com um nevoeiro sebastianino. Mas, àquela hora, a névoa divorciara-se do Palácio colorido e mudava a luz que o abraçava. As árvores já não tinham o ar fantasmagórico habitual, enchendo as cabeças de contos queirosianos. Àquela hora, o sol ameaçava pôr-se daqui a nada. E o vento cortava em vertigens. Um eco absoluto ouvia-se, assobiado! E, ao longe, os vales e as montanhas pareciam cenário montado há pouco. Àquela hora os vigias ansiavam a hora de saída, mas ainda se ouvia uma gravação de som de piano a sair por uma das janelas. Depois era o Palácio de sempre, adormecido pelo fim de tarde, e o abandono da noite, onde começam as histórias.

Queria deixar-te uma carta escondida
Daquelas que só descobres anos depois
Na poeira de um baú
No folhear de um livro esquecido
Daqueles em que o papel se perde no mofo
No respirar do bafo sonolento
Na imensidão do tempo… ;
Queria deixar-te uma nota em papel pautado
Como um solfejo atrasado…em ritmo perdido!
Uma carta mal escrita…Uma lágrima manchada…
Uma carta…
E depois de a encontrares,
Pensares que afinal nada do tempo passou…
E que escondido como a carta aquela sensação…
Sem leres, pensares de novo
Os tantos lugares; os tantos rostos
Os escassos momentos de noites vazias
Ou alegrias passadas
Talvez sorrisos de amoras
E líquidos de seiva de mel…
Só queria deixar-te essa carta…
Que não vais ler…
Lacrá-la com o selo sofrido…
Nunca vivido!Sempre adiado!
Ficar em suspenso no tempo e, depois
Apenas achar num lugar qualquer
E guardar como a memória que nunca passou!
[Porque a verdade é que nem o tempo importa]
segunda-feira, março 05, 2007
IDIOMA, Biblioteca Municipal, Praga



[-MATEJ KRÉN-]
Só pode ser que a esta hora o orvalho se esqueça de amargar a brisa. E os lobos se escondam a rosnar como cães vadios que aceitam a condição.