segunda-feira, junho 25, 2007
quarta-feira, junho 20, 2007
quinta-feira, maio 31, 2007
terça-feira, maio 29, 2007
Zoom IN#1
Perspectivas
24 anos. Johann Ryno De Wet. África do Sul- Johannesburgo. E estas fotos têm qualquer coisa. E quando têm é bom sinal. Para ver, com olhos de ver!



(Wim Doedel, Companhia Doedel, Holanda- Festival Internacional de Teatro de Rua, Santa Maria da Feira)
sexta-feira, maio 25, 2007
terça-feira, maio 22, 2007
janela...
Quando era pequena subia aqui para me esgueirar aos lá de baixo; e depois dizer que era mais alta que eles: os primos - mais velhos por sinal.
Desta vez subi aqui e quis ser pequena. Sou-o; e ainda bem! Senti os cheiros das criancices. Olhei o tio Zé de longe. E como sempre, sem que ninguém me visse, revirei o milheiral do avesso, mas desta sorte só com os meus olhos.
foto.grafia vnrodriguessegunda-feira, maio 21, 2007
domingo, maio 20, 2007
quarta-feira, maio 16, 2007
A velha rodopia baixinho.
Esfiapa os cabelos como novelos enrodilhados;
Desfia o xaile vermelho, já cansado dos Invernos. E bate na boca três vezes para expiar um pecado.
[E o sol lá fora que não aquece o pátio? E as colheres que caem na pedra fria? O panelão de ferro negro das fagulhas fumadas?]
Deixa o avô entrar com mãos ásperas. Arrasta os pés para dizer que chegou. Resmungar com a porta ferrugenta que mal consegue empurrar.
[Enquanto o sol se esconde no celeiro. E as colheres jazem no chão duro. E a água borbulha no amigo das centelhas].
A lenha comeu o tempo do almoço. As contas do rosário soltaram-se. Algumas estão na língua do velho labrador patudo! E já o avô beijou a avó. Nas mãos enrugadas que contam um terço imaginário!
[por vnrodrigues]
terça-feira, maio 15, 2007
detritos...
segunda-feira, maio 14, 2007

Quero um pedaço da chuva para chapinar:
e depois escorrer sem rumo pela calçada desgastada;
Um sussurro do vento para lhe suspirar:
e depois contar que ele guarde segredo;
Um raio do sol como um sorriso:
para me aquecer e esconder os olhos –
e de mansinho deixar que ele pinte de luz os poros do meu corpo;
Um trovão exaltado para o acalmar:
e dizer que sem ele não existiria medo –
[e logo logo lhe confessar que as crianças sabidas já contam os seus passos];
A neve esponjosa que me gele os dedos:
e depois lhe dizer que o friozinho é muito bom
[picadinhas apressadas, como agulhas rasantes] -
e que as mesmas crianças a julgam plasticina branca que moldam como barro;
Uma rajada atrevida que me levante a saia;
Uma chuvada torrencial que me molhe o rosto –
as mãos, o barro, a neve, o vento, os poros, os sorrisos, as calçadas; os arrepios, os medos… Um temporal apressado que se julgue desnecessário:
para lhe dizer que não poderia ter vindo em hora melhor.






























