quinta-feira, dezembro 06, 2007
sábado, dezembro 01, 2007
Curiosidades
[Curioso: o "chupeta" era o apelido do Barão do narcotráfico da Colômbia, preso há três meses no Brasil. Prioridades!]
sexta-feira, novembro 30, 2007
Esquizofrenias...colectivas!
terça-feira, novembro 27, 2007


sexta-feira, novembro 16, 2007
Quase senti os cheiros daquelas calçadas transpirantes de histórias. Quase me senti perto do "zumzum" que bate na luz de Lisboa. Se fechar os olhos estou lá. Isto para alguém como eu, que tem o Atlântico a separar-me da minha terra!
De resto, para quem não conhece Lisboa, Wim Wenders usou e abusou das riquezas dos sons, das gentes e da luz para que aconteça o inevitável: apaixonarmo-nos por ela, numa lição sobre cinema em três actos!
quinta-feira, novembro 08, 2007
sábado, novembro 03, 2007
sexta-feira, novembro 02, 2007
Julio Medem, 3X



domingo, outubro 28, 2007
Valsa da Chuva
Dos reflexos improvisados,
Dos óculos embaciados, salpicados!
Gosto das gentes que correm, fintando as lágrimas do céu;
Do esvoaçar das folhas molhadas,
Dos cabelos escorridos,
Do bafo húmido das roupas de algodão, permeáveis!
Gosto das ruas solitárias,
Dos sons chap chap,
Dos versos irrepetíveis por enxugar,
De serpentear as ruas por um lugar seco, inalcançável!
Da violência dos riachos que alagam os passeios,
De me sentir em casa com um banho molhado.
E só a chuva lava o que os olhos não vêem!
quarta-feira, outubro 24, 2007
quarta-feira, setembro 12, 2007
sexta-feira, setembro 07, 2007

Hoje pensei que podíamos plantar cerejas na areia do mar,
mas depois lembrei-me que as estrelas ficariam com inveja
e as comeriam antes do nascer do sol: o mesmo dali, antes da próxima
preia-mar.
Hoje veio e tu não estavas lá!Levaste as cerejas que não plantámos;
E não deixaste sequer as estrelas que imaginámos!
quinta-feira, setembro 06, 2007
terça-feira, agosto 07, 2007
Costela Alentejana
quarta-feira, agosto 01, 2007
segunda-feira, julho 23, 2007
quinta-feira, julho 12, 2007
Se ainda por agora…
texto e foto vnrodrigues
Os pés arrastam-se nas escadas. A meia-luz. Ou ainda a contraluz da rua sem sorrisos. A porta range – e abafa, por momentos, os pensamentos dela, meus, teus, nossos... A dobradiça tremelica. Deixa-a para trás. A luz da entrada mergulha num corredor escuro. Ténue! Tal como ela, percorre-o, incerta. O corpo cede ao peso da memória daqueles cheiros. [Ainda bafo mal dormido; ou orvalho matutino] E o peso carrega o corpo, injustificado de ideias alheias – ou ainda as dela. Respira! [Podíamos ainda hoje, trocar uns pensamentos sobre o assunto. Ao espelho?].
Arrasta-se! Quando olha para trás a porta ainda não (se) fechou. E pede à sombra que a afague, enquanto faz a porta chiar – como se apagasse a luz da rua sem sorrisos (que antes a abraçava num longo encantamento; que antes a irritava [como se o abrir e fechar fosse um desabafo atropelado de quem não sabe o que quer: "num-chegaste-e-já-vais" [é como se nunca tivesses ido]; incerto). Mas não é tristeza que carrega: aborrecimento. Revolta cabal – que ainda não pôs para dormir. Um leve calmante. A terapia da camisola de casa, como se se despisse para o mundo e se vestisse para a gala interior; a dela ainda – ou de quem ainda não conhecemos. É ela. Nós… somos ela!
Quer esconder-se. Sentar, dormir, deitar…Sentir! Constrange-se como uma criança que não sabe berrar; gritar. O brilho fosco do olhar. E ela só não queria voltar ao vazio da casa. [Um pensamento?] Ao eco sem sorrisos; ao ranger de portas sem passos apressados; ou ruídos de calçada; gargalhadas parvas, simplesmente sinceras. Nada, por ainda, agora! Só depois. Hoje não prefere o silêncio. Se ainda por agora, ela chegasse. [A luz?; a primavera?; a singela certeza?; amargura?; proeza de viver?]
Abre a janela. Quer já deixar o dia chegar ao bafo do mundo interior – ou aquele; ou o dela. Nunca sabemos!
As persianas gritam de arrelia. Arrepiam-se, irritadas. Atiçadas. O corpo na janela. A luz no corpo. Matéria no corpo. Rasguem tudo e não deixem nada [Gritem, pelo amor de deus!]. As memórias – aborrecidas. "O mundo ali é bem mais claro que aqui!". Suspira! Toca o peito como a afagar um pensamento. Sorri! "Afinal o mundo aqui é bem mais claro que por lá"! E ao espelho: toca-o. A mímica justa; ridícula das valsas triunfais do contemplar. E a revolta cabal que ainda não deitou para dormir. Olha-se! O corpo pálido quer cor. Quer volume e sorrisos; gargalhadas coloridas – que teimamos esconder! Somos nós! Estamos dentro de nós. Sem tempo linear!
As mãos revoltam-se. Punhos cerrados. Gestos rápidos - negros… Argghhhh! Só ela. Roça as mãos no mapa corporal. Espalham-se no corpo; como luz no corpo e matéria no corpo. O negro desliza [vermelho?]; enrijece os músculos; o rosto desfigura-se: tribal! Ombros; barriga; pernas. Quer se esconder? Refugiar num espelho que nada mostra e tudo vê.
[Será que ainda, por agora, ela mudou?]. E ela ainda se quer guardar. Dela; da imagem que vê. Não ela; não és tu; não sou eu; não somos nós. Nada! Sorri! Como sempre num assomo triunfal; tribal! Os lençóis manchados: e a matéria no corpo; como corpo na cor! Lençóis manchados que querem o corpo; e o corpo quer o manto da cama – para se encolher. E adormecer: como se ainda, por agora, fosse embalar o motim abafado. [Queres um cigarro?].
A porta abre-se. Não é ela. Pode ser. As costas nuas. Vazias. Não manchadas. Nem lençóis enrodilhados. Ela vai. Despede-se. O fumo deixa rasto para trás! Podemos ser: eu, tu, ela, nós! Será ainda, esta noite, que de manhã sai por agora? A mesma luz. A contraluz. A névoa que não vimos – nem sabemos. A porta que rangia, à revelia! E agora se abre. Ela vai; de costas voltadas. Sai, lentamente. Porque dela não precisa mais. Pôs a revolta para dormir. E depois do motim, já se sabe, que o despertar é um meio princípio de riso – como se voássemos cá para fora, de uma janela interior já certa de um "se- ainda- por- agora" – como corpo no corpo e matéria na memória!
segunda-feira, junho 25, 2007
quarta-feira, junho 20, 2007
quinta-feira, maio 31, 2007
terça-feira, maio 29, 2007
Zoom IN#1
Perspectivas
24 anos. Johann Ryno De Wet. África do Sul- Johannesburgo. E estas fotos têm qualquer coisa. E quando têm é bom sinal. Para ver, com olhos de ver!



(Wim Doedel, Companhia Doedel, Holanda- Festival Internacional de Teatro de Rua, Santa Maria da Feira)
sexta-feira, maio 25, 2007
terça-feira, maio 22, 2007
janela...
Quando era pequena subia aqui para me esgueirar aos lá de baixo; e depois dizer que era mais alta que eles: os primos - mais velhos por sinal.
Desta vez subi aqui e quis ser pequena. Sou-o; e ainda bem! Senti os cheiros das criancices. Olhei o tio Zé de longe. E como sempre, sem que ninguém me visse, revirei o milheiral do avesso, mas desta sorte só com os meus olhos.

segunda-feira, maio 21, 2007
domingo, maio 20, 2007
quarta-feira, maio 16, 2007

A velha rodopia baixinho.
Esfiapa os cabelos como novelos enrodilhados;
Desfia o xaile vermelho, já cansado dos Invernos. E bate na boca três vezes para expiar um pecado.
[E o sol lá fora que não aquece o pátio? E as colheres que caem na pedra fria? O panelão de ferro negro das fagulhas fumadas?]
Deixa o avô entrar com mãos ásperas. Arrasta os pés para dizer que chegou. Resmungar com a porta ferrugenta que mal consegue empurrar.
[Enquanto o sol se esconde no celeiro. E as colheres jazem no chão duro. E a água borbulha no amigo das centelhas].
A lenha comeu o tempo do almoço. As contas do rosário soltaram-se. Algumas estão na língua do velho labrador patudo! E já o avô beijou a avó. Nas mãos enrugadas que contam um terço imaginário!
[por vnrodrigues]