quarta-feira, março 07, 2007

Nada a declarar...

foto.grafias vnrodrigues

terça-feira, março 06, 2007

Reino Encantado


foto.grafias vnrodrigues

Há Reino Encantado a meia hora de Lisboa. Lá, onde o Palácio da Pena está sempre casado com um nevoeiro sebastianino. Mas, àquela hora, a névoa divorciara-se do Palácio colorido e mudava a luz que o abraçava. As árvores já não tinham o ar fantasmagórico habitual, enchendo as cabeças de contos queirosianos. Àquela hora, o sol ameaçava pôr-se daqui a nada. E o vento cortava em vertigens. Um eco absoluto ouvia-se, assobiado! E, ao longe, os vales e as montanhas pareciam cenário montado há pouco. Àquela hora os vigias ansiavam a hora de saída, mas ainda se ouvia uma gravação de som de piano a sair por uma das janelas. Depois era o Palácio de sempre, adormecido pelo fim de tarde, e o abandono da noite, onde começam as histórias.

Queria deixar-te uma carta escondida

Daquelas que só descobres anos depois

Na poeira de um baú

No folhear de um livro esquecido

Daqueles em que o papel se perde no mofo

No respirar do bafo sonolento

Na imensidão do tempo… ;

Queria deixar-te uma nota em papel pautado

Como um solfejo atrasado…em ritmo perdido!

Uma carta mal escrita…Uma lágrima manchada…

Uma carta…

E depois de a encontrares,

Pensares que afinal nada do tempo passou…

E que escondido como a carta aquela sensação…

Sem leres, pensares de novo

Os tantos lugares; os tantos rostos

Os escassos momentos de noites vazias

Ou alegrias passadas

Talvez sorrisos de amoras

E líquidos de seiva de mel…

Só queria deixar-te essa carta…

Que não vais ler…

Lacrá-la com o selo sofrido…

Nunca vivido!Sempre adiado!

Ficar em suspenso no tempo e, depois

Apenas achar num lugar qualquer

E guardar como a memória que nunca passou!

[Porque a verdade é que nem o tempo importa]


segunda-feira, março 05, 2007

IDIOMA, Biblioteca Municipal, Praga



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[-MATEJ KRÉN-]

Outra instalação do artista plástico eslovaco - "Book cell" - está, actualmente, no Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão (Fundação Calouste Gulbenkian). Um trabalho muito semelhante com este "Idioma", permamente na Biblioteca Municipal de Praga, desde 1998.
[Bruxelas, Bélgica, 2004 by vnr]

A esta hora, os gatos não dormem em cima dos telhados. O orvalho arregaça o vento gelado. Os lobos uivam sempre. E todos os cães vadios aceitam a condição. A esta hora, até a noite se engana no tempo. Em breve contentamento, arrasta a insónia para o eclipse da lua. E engana-se! Sei que a esta hora, os gatos só dormem nas alcofas de lã; ou debaixo da soleira da porta que se rende ao luar.
Só pode ser que a esta hora o orvalho se esqueça de amargar a brisa. E os lobos se escondam a rosnar como cães vadios que aceitam a condição.

domingo, março 04, 2007


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Praga, República Checa, 2004

[Silêncios da História]

[Parte do Muro de Berlim]


Foto.grafias por vnrodrigues

quarta-feira, fevereiro 28, 2007

"Foley Room". 2007

O brasileiro fora de órbita volta à Terra para vibrar novo álbum.
Março está aí. E também Amon Tobin, a improvisar num "Foley Room".




segunda-feira, fevereiro 26, 2007

Alentejo, 2005

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sexta-feira, fevereiro 23, 2007

quinta-feira, fevereiro 15, 2007

"Nossa missão: Compreender o universo de cada ser
humano, respeitar as diferenças, brindar as
descobertas, buscar a evolução".

Luis Fernando Veríssimo

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

terça-feira, fevereiro 13, 2007

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

As minhas últimas ressacas...

Do sociólogo da esquizofrenia pós-modernista...

...às reinvenções introspectivas do Jorge

Com eles a sussurrar....

terça-feira, fevereiro 06, 2007


A escassos minutos do silêncio, ele chapinou no lago quieto.
Desejou nunca ter amado S.;
e mergulhou num profundo sono inquieto.



terça-feira, janeiro 30, 2007

Mehldau divinal#CCB

A camisa era a mesma (lá no ibirapuera em sampa da outra vez). As melodias outras. Cadências improvisadas, onde depois descorria "My favourite things" (sem a voz de Julie Andrews) - sussurrado pelos agudos, depois dos graves... Silêncio...Respirares abafados...Cinco vezes depois...Já bis esgotado. Mehldau voltou ao suor das mãos, à toalha cinzenta do chão, ao êxtase da melodia para, serenamente, respirar cada vez que tocava...mais uma, mais uma e mais uma...

Mehldau em tons de óleo no Centro Cultural de Belém, Lx
(foto.grafia de vnrodrigues)

segunda-feira, janeiro 29, 2007

Alentejo

Setembro de 2005

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sábado, janeiro 20, 2007

Copenhaga, Dinamarca

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Outubro, 2005

sexta-feira, janeiro 05, 2007

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quinta-feira, janeiro 04, 2007

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