Há retratos colossais nos sorrisos escondidos;
Meninas cansadas do beijo tardio;
Malícias, senhoras; caras mudadas;
Corpos despidos; música suspensa!
Violinos rasgados; inquietos de memória!
E ao dependuro levam os reflexos para outras terras;
São de lá!
Meninas que jogam a pataca no chão e tropeçam na macaca;
Caixas vazias – amarfanhadas dos pontapés dos rapazes de beijos apressados;
São desonras, senhoras!
Pecados superficiais!
São carinhos fugidios de meias pequenas;
Ou cansadas demoras dos sorrisos escondidos;
Das malícias das senhoras de corpos vestidos;
De músicas que rodopiam naquelas montras quietas;
Que respiram! Pecados superficiais,
Despedaçados de retratos colossais, sem demora!
sábado, maio 05, 2007
sexta-feira, maio 04, 2007
ex.pectativas looping [experimental]
foto.grafias, grafismo e edição vnrodrigues
música:"all i need" by air, moon safari, 1998
música:"all i need" by air, moon safari, 1998
[Filme comprimido para baixa qualidade]
terça-feira, maio 01, 2007
prazo expirado!
Há onze anos, quando li pela primeira vez "1984" de George Orwell, pensei que o "Grande Irmão" era um ser de outro planeta, vestido de ficção científica, saído dos sonhos do autor. Na minha ingenuidade (depois de o ler) esqueci o livro e a história, porque a realidade "evidente" (?) nada se assemelhava com o jogo de espionagem das "câmaras ocultas". E, depois, os factos sempre seriam factos (pensava). Mais: a História nunca poderia ser alterada.Numa segunda rodada, três anos depois, já muita coisa tinha mudado. De novo, o "1984" estava na minha mesinha-de-cabeceira. Juntava-se ao "Admirável Mundo Novo" de Aldous Huxley; ao "Fahrenheit 451" de Ray Bradbury e ao "Fédon" de Platão! Incrível...como a História os separa no tempo, e os une numa tão visionária informação!
Aí, percebi que o "Grande Irmão" de George Orwell, "os in vitro" de Huxley, os livros "queimados" de Fahrenheit e as "sombras" platónicas [há mais que não cabem aqui] colocavam o dedo numa ferida bem aberta, escarafunchada, crónica, sem controlo e com metáforas subliminares que nos custava interpretar... Não me arrepio. Já o sabia! Tombavam todos em realidades que sempre existiram e que, a par da tecnologia e da esquizofrenia da informação (o que comunicámos, afinal?), atingem níveis de privacidade zero...E que mais? Não reli George Orwell, entretanto. Nem os outros. Não preciso, já. Os livros deles estão ultrapassados! Eu explico: não passam de eufemismos do que acontece e do que ainda está para vir. [Ali, na ingenuidade, ainda teríamos tempo]. Já não servem de alerta, porque já o foram!Caíram no próprio enredo: são memória esquecida! Melhor: os factos não são factos (tem a certeza que são?); a História é alterável!A verdade é relativa, sempre!Cada vez mais!
Hoje os visionários escondem-se no prazo fora de validade da informação... e na ansiedade do acontecer, antes de ser!Porque eu sou tão real do que já fui; do que já foi; e do que não será amanhã, porque antes do prazo expirar já o era!
domingo, abril 29, 2007
sexta-feira, abril 27, 2007
quarta-feira, abril 25, 2007
terça-feira, abril 24, 2007
segunda-feira, abril 23, 2007
quinta-feira, abril 19, 2007
[-Ensaios sobre os nossos suspiros, antes do riso-]#1
Podiam ser carapaus, sardinhas, batuques [os do mar], petingas, cação. Podiam ser mares; horas; madrugadas; barcos; histórias esquecidas - que nunca serão sabidas!Podiam ser lamentos, choros, tempos, vontades, amores!
Houve tempos que até podia ser polvo. Até podem ser homens de rede em punho; na cosedura; nas horas de vagas cheias, lá, antes da aurora.
Até podem ser mulheres que se sentavam naquela areia. [Agora cadeiras de plástico branco com uma qualquer publicidade]. Ou então abeiradas naqueles muros antes, mesmo, da areia. De mãos secas. Enrugadas. Precoces nos relevos manuais. Não há creme que as salve. Nem publicidade. Até podem ser [podiam; eram; seriam?] todos eles à seca. Do peixe.
O homem da rede diz que eram muitos. Agora pouco mais de uma dúzia ("Será dizer muito?"). Hoje saem-me estas do baú. Da tradição! Sabor a mar ou peixe seco. Até quando? Logo se verá!Pode ser que antes mesmo da próxima apanha!
Houve tempos que até podia ser polvo. Até podem ser homens de rede em punho; na cosedura; nas horas de vagas cheias, lá, antes da aurora.
Até podem ser mulheres que se sentavam naquela areia. [Agora cadeiras de plástico branco com uma qualquer publicidade]. Ou então abeiradas naqueles muros antes, mesmo, da areia. De mãos secas. Enrugadas. Precoces nos relevos manuais. Não há creme que as salve. Nem publicidade. Até podem ser [podiam; eram; seriam?] todos eles à seca. Do peixe.
O homem da rede diz que eram muitos. Agora pouco mais de uma dúzia ("Será dizer muito?"). Hoje saem-me estas do baú. Da tradição! Sabor a mar ou peixe seco. Até quando? Logo se verá!Pode ser que antes mesmo da próxima apanha!
quarta-feira, abril 18, 2007
segunda-feira, abril 16, 2007
quinta-feira, abril 12, 2007
Mordem-nos o olhar com a impressão dos pensamentos que não temos. Dão-nos o que pensar para não nos ocuparmos demais com essa possibilidade. E, no fim, [se algo restar; como não resta nunca, a não ser que nos escondamos!] atiram-nos com um balde de água fria pelos pensamentos que não tivemos, mas gostaríamos. Depois, obrigam-nos a escondê-los num bidão vermelho: o mesmo do medo, antes da salvação das tardes de Primavera.
Há momentos em que a Luna se confunde com a Insónia; e há dias em que o Divã só ouve sambas crónicas ou crónicas sambas...[É de luas, planetas, estrelas, universos paralelos!]
E hoje é um desses momentos... O Divã foi parar à Luna [ou vice-versa!!!] e convida todos para um festival a duas cores, no planeta do grão e do ruído: o "Festival Black and White 2007", Escola das Artes, Universidade Católica, Porto...
A Luna de Insónia (a crónica, a vanessa , a samba, o divã,....?) vai ter três fotos em exposição, algures por aqueles corredores. Mais: vale a pena ver e ouvir algum do universo alternativo do preto e branco. Afinal, ainda há boas razões para destronar o monopólio do mundo a cores...
Aproveitem!!!!...Há jazz também! Vale fechar os olhos!
E hoje é um desses momentos... O Divã foi parar à Luna [ou vice-versa!!!] e convida todos para um festival a duas cores, no planeta do grão e do ruído: o "Festival Black and White 2007", Escola das Artes, Universidade Católica, Porto...
A Luna de Insónia (a crónica, a vanessa , a samba, o divã,....?) vai ter três fotos em exposição, algures por aqueles corredores. Mais: vale a pena ver e ouvir algum do universo alternativo do preto e branco. Afinal, ainda há boas razões para destronar o monopólio do mundo a cores...
Aproveitem!!!!...Há jazz também! Vale fechar os olhos!
terça-feira, abril 10, 2007
segunda-feira, abril 09, 2007
sexta-feira, abril 06, 2007
quinta-feira, abril 05, 2007
terça-feira, abril 03, 2007
segunda-feira, abril 02, 2007
terça-feira, março 27, 2007
segunda-feira, março 26, 2007
Requiem por nós
...estou de luto pela vitória de ontem; a dos grandes(?) portugueses, ali no altar; na TV. Um país que elege os seus fantasmas repressivos como arauto de grande lusitanidade é isto que se vê: um país condenado ao fracasso; predestinado a nunca acontecer; e ficar defunto de si mesmo.
domingo, março 25, 2007
[os nossos?] vícios estranhos, ainda, esta noite
sob o olhar do Pepe (Paulo Pimenta)
[...] Somos todos estranhos nas nossas manias. Esquisitos aos outros no caos da desordem. E adormecemos depois da insónia. Depois das doenças que não tivemos, mas gostaríamos! Depois de todos os cães terem sido expulsos. E das nossas manias deixarem de ser estranhas; agora homogéneas. Depois dos cegos perderem a lucidez das casas em chamas.
[...] Somos todos estranhos nas nossas manias. Esquisitos aos outros no caos da desordem. E adormecemos depois da insónia. Depois das doenças que não tivemos, mas gostaríamos! Depois de todos os cães terem sido expulsos. E das nossas manias deixarem de ser estranhas; agora homogéneas. Depois dos cegos perderem a lucidez das casas em chamas.
sábado, março 24, 2007
sexta-feira, março 23, 2007
(Não) Penso, logo...
Lógica(s)
(Premissa menor) A educação anda em crise há demasiado tempo. E Filosofia é educação.
(Conclusão livre) Somos educados pelas lacunas da crise e pelas falácias das contradições…
[A Sociedade Portuguesa de Filosofia tem uma petição para contradizer a decisão ministerial].
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