domingo, abril 29, 2007
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quinta-feira, abril 19, 2007
[-Ensaios sobre os nossos suspiros, antes do riso-]#1
Podiam ser carapaus, sardinhas, batuques [os do mar], petingas, cação. Podiam ser mares; horas; madrugadas; barcos; histórias esquecidas - que nunca serão sabidas!Podiam ser lamentos, choros, tempos, vontades, amores!
Houve tempos que até podia ser polvo. Até podem ser homens de rede em punho; na cosedura; nas horas de vagas cheias, lá, antes da aurora.
Até podem ser mulheres que se sentavam naquela areia. [Agora cadeiras de plástico branco com uma qualquer publicidade]. Ou então abeiradas naqueles muros antes, mesmo, da areia. De mãos secas. Enrugadas. Precoces nos relevos manuais. Não há creme que as salve. Nem publicidade. Até podem ser [podiam; eram; seriam?] todos eles à seca. Do peixe.
O homem da rede diz que eram muitos. Agora pouco mais de uma dúzia ("Será dizer muito?"). Hoje saem-me estas do baú. Da tradição! Sabor a mar ou peixe seco. Até quando? Logo se verá!Pode ser que antes mesmo da próxima apanha!
Houve tempos que até podia ser polvo. Até podem ser homens de rede em punho; na cosedura; nas horas de vagas cheias, lá, antes da aurora.
Até podem ser mulheres que se sentavam naquela areia. [Agora cadeiras de plástico branco com uma qualquer publicidade]. Ou então abeiradas naqueles muros antes, mesmo, da areia. De mãos secas. Enrugadas. Precoces nos relevos manuais. Não há creme que as salve. Nem publicidade. Até podem ser [podiam; eram; seriam?] todos eles à seca. Do peixe.
O homem da rede diz que eram muitos. Agora pouco mais de uma dúzia ("Será dizer muito?"). Hoje saem-me estas do baú. Da tradição! Sabor a mar ou peixe seco. Até quando? Logo se verá!Pode ser que antes mesmo da próxima apanha!
quarta-feira, abril 18, 2007
segunda-feira, abril 16, 2007
quinta-feira, abril 12, 2007
Mordem-nos o olhar com a impressão dos pensamentos que não temos. Dão-nos o que pensar para não nos ocuparmos demais com essa possibilidade. E, no fim, [se algo restar; como não resta nunca, a não ser que nos escondamos!] atiram-nos com um balde de água fria pelos pensamentos que não tivemos, mas gostaríamos. Depois, obrigam-nos a escondê-los num bidão vermelho: o mesmo do medo, antes da salvação das tardes de Primavera.
Há momentos em que a Luna se confunde com a Insónia; e há dias em que o Divã só ouve sambas crónicas ou crónicas sambas...[É de luas, planetas, estrelas, universos paralelos!]
E hoje é um desses momentos... O Divã foi parar à Luna [ou vice-versa!!!] e convida todos para um festival a duas cores, no planeta do grão e do ruído: o "Festival Black and White 2007", Escola das Artes, Universidade Católica, Porto...
A Luna de Insónia (a crónica, a vanessa , a samba, o divã,....?) vai ter três fotos em exposição, algures por aqueles corredores. Mais: vale a pena ver e ouvir algum do universo alternativo do preto e branco. Afinal, ainda há boas razões para destronar o monopólio do mundo a cores...
Aproveitem!!!!...Há jazz também! Vale fechar os olhos!
E hoje é um desses momentos... O Divã foi parar à Luna [ou vice-versa!!!] e convida todos para um festival a duas cores, no planeta do grão e do ruído: o "Festival Black and White 2007", Escola das Artes, Universidade Católica, Porto...
A Luna de Insónia (a crónica, a vanessa , a samba, o divã,....?) vai ter três fotos em exposição, algures por aqueles corredores. Mais: vale a pena ver e ouvir algum do universo alternativo do preto e branco. Afinal, ainda há boas razões para destronar o monopólio do mundo a cores...
Aproveitem!!!!...Há jazz também! Vale fechar os olhos!
terça-feira, abril 10, 2007
segunda-feira, abril 09, 2007
sexta-feira, abril 06, 2007
quinta-feira, abril 05, 2007
terça-feira, abril 03, 2007
segunda-feira, abril 02, 2007
terça-feira, março 27, 2007
segunda-feira, março 26, 2007
Requiem por nós
...estou de luto pela vitória de ontem; a dos grandes(?) portugueses, ali no altar; na TV. Um país que elege os seus fantasmas repressivos como arauto de grande lusitanidade é isto que se vê: um país condenado ao fracasso; predestinado a nunca acontecer; e ficar defunto de si mesmo.
domingo, março 25, 2007
[os nossos?] vícios estranhos, ainda, esta noite
sob o olhar do Pepe (Paulo Pimenta)
[...] Somos todos estranhos nas nossas manias. Esquisitos aos outros no caos da desordem. E adormecemos depois da insónia. Depois das doenças que não tivemos, mas gostaríamos! Depois de todos os cães terem sido expulsos. E das nossas manias deixarem de ser estranhas; agora homogéneas. Depois dos cegos perderem a lucidez das casas em chamas.
[...] Somos todos estranhos nas nossas manias. Esquisitos aos outros no caos da desordem. E adormecemos depois da insónia. Depois das doenças que não tivemos, mas gostaríamos! Depois de todos os cães terem sido expulsos. E das nossas manias deixarem de ser estranhas; agora homogéneas. Depois dos cegos perderem a lucidez das casas em chamas.
sábado, março 24, 2007
sexta-feira, março 23, 2007
(Não) Penso, logo...
Lógica(s)
(Premissa menor) A educação anda em crise há demasiado tempo. E Filosofia é educação.
(Conclusão livre) Somos educados pelas lacunas da crise e pelas falácias das contradições…
[A Sociedade Portuguesa de Filosofia tem uma petição para contradizer a decisão ministerial].
quinta-feira, março 22, 2007
por hoje...Caia num "dragão mágico"
quarta-feira, março 21, 2007
Sem querer, descobri uma "verdade" que alimenta a fotografia colocada, hoje, neste blog- obli[quidade]. Aliás, talvez fundamente todas as minhas outras imagens - as reais e as imaginárias (e, afinal, não são a mesma coisa?)
Obrigada Baudrillard!
"Sou um dissidente da verdade. Não creio na ideia de discurso de verdade, de uma realidade única e inquestionável. Desenvolvo uma teoria irónica que tem por fim formular hipóteses. Estas podem ajudar a revelar aspectos impensáveis. Procuro reflectir por caminhos oblíquos. Lanço mão de fragmentos, não de textos unificados por uma lógica rigorosa. Nesse raciocínio, o paradoxo é mais importante que o discurso linear. Para simplificar, examino a vida que acontece no momento, como um fotógrafo. Aliás, sou um fotógrafo".
in Revista Época, 7 de Junho, 3003
(Rio de Janeiro)
(Rio de Janeiro)
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